MENU

quinta-feira, 19 de julho de 2018

ARTICULAÇÃO DA ESPERANÇA






A noite dessa quarta-feira, 18 de julho, foi o que podemos chamar de um capítulo histórico, que dá continuidade à nova história que começou a ser escrita na Arquidiocese de Olinda em Recife a partir de 2016.

Tudo começou quando Geraldo Santos levantou-se em uma reunião do Encontro da Partilha e disse: nós precisamos nos aproximar de Dom Fernando. Precisamos mostrar a ele que existem leigos organizados e que querem trabalhar ao lado dele.


E não parou por aí, levando essa ideia adiante, inquietando a todos com seus questionamentos: “Qual o papel da nossa Igreja? E nós leigos, como estamos nos articulando? Onde estão os grupos, os movimentos, as instituições que lutam pela construção de um mundo melhor e mais digno, onde todos e todas tenham vida em abundância? Diante dos O que estamos fazendo"?

Inspirados na provocação do Papa Francisco, de sermos Igreja em saída e no documento da CNBB a respeito da PEC da morte que congelava os investimentos públicos (698/16 27/10/2016), os grupos começaram a se encontrar e efetivar esta aliança de articulação nascendo aí o Fórum de Articulação de Leigas e Leigos da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Como primeiro evento foi realizada a I Vigília pela Democracia, tendo como pano de fundo agregador a celebração pela Páscoa de D. Helder - símbolo pela defesa da democracia e pelos direitos dos excluídos de nossa sociedade.

E para simbolizar a retomada do Povo de Deus junto a sua Arquidiocese nada mais natural que ter a parceria de D. Fernando Saburido, que nos acolheu imediatamente. E foi neste clima que ocorreu I Vigília pela Democracia a 6 de dezembro de 2016.

Dois meses depois realizamos a II Vigília pela Democracia em 7 de fevereiro de 2017 tendo como tema a Reforma da Previdência e celebração dos 108 anos de nascimento de Dom Helder.

Dois meses depois aconteceu a II Vigília pela Democracia, em 7 de fevereiro de 2017, tendo como tema a Reforma da Previdência e celebração dos 108 anos de nascimento de Dom Helder, com a participação de Dom Fernando Saburido.


Os dois eventos tiveram repercussão na imprensa e nas redes sociais, inspirando diversas vigílias por todo o país em defesa da Democracia. Esse segundo evento reuniu em torno de 500 pessoas nos jardins da Cúria Metropolitana.

O Fórum realizou ainda uma terceira vigília, no MTC, duas Semanas da Classe Trabalhadora, em 2017 e 2018 e a celebração dos 109 anos de nascimento de Dom Helder Camara, em 2018, na igreja das Fronteiras. Esses eventos mobilizaram não apenas grupos de leigos ligados à Igreja Católica. Em todos os eventos teve o apoio e a participação ativa de religiosos e religiosas, não apenas da Igreja Católica, mas de outras denominações como a igreja Anglicana e religiões de matriz Afro e também a participação de sindicatos.

Hoje o Fórum Articulação conta com a participação de 21 grupos e instituições, que tiveram a oportunidade de se apresentar ao bispo auxiliar Dom Limacedo para lhe dar as boas vindas e colocarem-se à sua disposição para trabalharem, todos juntos, na construção da paz, filha da justiça.

Dom Limacedo recebeu o Fórum Articulação com muito carinho, ouviu atento a cada uma das apresentações e ganhou até presentes.


O Grupo Igreja Nova entregou a Dom Limacedo o livro publicado em comemoração aos 25 anos de fundação do Grupo e que reúne as palestras das 13 jornadas realizadas de 1998 a 2010. Ele recebeu o presente com muito carinho, beijando o livro em demonstração do respeito que tem pelo trabalho. Dom Limacedo comentou que estava presente na primeira Jornada Teológica, no mesmo dia em que também Dom Helder esteve.

O Grupo Mulher Maravilha também presentou Dom Limacedo com uma manta artesanal feita pelas próprios mulheres do Grupo.


Ernesto, educador do Centro Educacional Profissionalizante Turma do Flau animou a noite com seu violão, levando todos a cantarem O Nascer de um novo dia, Momento Novo, o Pai Nosso, para encerrar com todos caminhando e cantando e seguindo a canção.


A abertura da noite foi feita por Antônio Carlos, o organizador do evento, coordenador da Comissão de Justiça e Paz e diretor-presidente do IDHeC – Instituto Dom Helder Camara.


Dom Limacedo falou sobre sua surpresa ao ser nomeado pelo papa Francisco bispo auxiliar de uma Arquidiocese histórica como a de Recife e Olinda, que representa a evangelização, a opção pelos pobres, a justiça e a paz.

Foram 22 apresentações, começando pela própria Articulação, apresentado por Lula Figueiredo, seguindo-se então os seus  21 integrantes,  por ordem alfabética.


O primeiro dos grupos e instituições a se apresentar foram as CEB’s, criadas nas décadas de 1960/1970, cujo objetivo principal é Evangelizar através de uma espiritualidade libertadora, pautada no espírito do Concílio vaticano II isto é, vivenciar a fé inserida num contexto sociopolítico, promovendo nos cristãos uma inserção social na busca da Justiça, da paz, do respeito, da dignidade humana e da solidariedade entre os povos. Impulsionar os leigos e leigos a serem protagonistas na Igreja, contribuindo para que a mesma seja profética e libertadora. E cultivar uma espiritualidade enraizada nos ensinamentos e testemunhos de Cristo Libertador. A apresentação foi feita por Sandra.

Apresentado por Josélio o Centro de Estudo Bíblicos- CEBI tem entre seus objetivos Aprofundar e consolidar a Leitura Popular da Bíblia que defende e promove a vida, através da inserção em comunidades eclesiais, grupos populares e movimentos sociais. Bem como espalhar e divulgar, entre os pobres, esse jeito comprometido de ler a Bíblia e, assim, devolver ao povo o que nasceu do povo, a Palavra de Deus, a Palavra da Bíblia.

Antônio Carlos apresentou a Comissão de Justiça e Paz colocando seus diversos objetivos, entre eles “elaborar e publicar estudos relacionados com os ideais de justiça e paz e com os ensinamentos sociais da Igreja e aprofundar à luz da doutrina social da Igreja e atenta aos movimentos sociais e políticos, a reflexão crítica sobre estruturas e situações que contrariem aspirações e propósitos de justiça, ética e paz e denuncia-las publicamente, bem como sobre a promoção, proteção e reparação dos Direitos Humanos, Civis e Políticos, assim como os Sociais, Econômicos, Culturais e Ambientais.

O próximo a se apresentar foi Ernesto pelo Centro Educacional Profissionalizante Turma do Flau, cujo principal objetivo é Desenvolver ações de Fé e Politica, de Cidadania e Direitos Sociais, a fim de contribuir na defesa, nos direitos, nos deveres e na promoção humana. Garantir junto aos órgãos competentes o DIREITO E O DEVER da criança e do adolescente, através da prática diária da cidadania e dos direitos humanos inerente a cada um, agregando valores e contribuindo para as grandes mudanças paradigmáticas.

Após uma pequena pausa para cantar um verso de momento novo, Paola apresentou o Grito dos Excluídos cujo objetivo, entre outros é DEFENDER a vida dos/das excluídos/as, assegurar os seus direitos, voz e lugar. Construir relações igualitárias que respeitem a diversidade de gênero, cultural, racial e religiosa. E sejam esperança para, juntos, lutarmos por outro mundo possível.

Bete apresentou o Grupo Igreja Nova e disse que entre os seus objetivos está Ser uma comunidade de leigos e leigas cristãos que assumem ser Igreja no Mundo e levando as angústias do mundo para a Igreja para que, alimentados pela , possam vencer os desafios através da vivência do Evangelho, onde homens e mulheres adultos são chamados livremente a compartilhar o ideal cristão do Reino de Deus.

O próximo grupo a se apresentar a D. Limacedo foi o Encontro da Partilha. Vera iniciou dizendo que o grupo acolhia e trazia seu carinho para D. Limacedo e destacou que o principal objetivo do grupo é ser um espaço de partilha das nossas vidas e de reflexão e aprofundamento dos fatos da vida cotidiana e das diversas formas de fé, sempre à luz do evangelho e dos ensinamentos vividos por Dom Helder Camara. Por isso as reuniões acontecem no chão de Dom Helder. Para que a sua mística e sua espiritualidade alimentem, fortaleçam e amadureçam a mística de cada um dos integrantes.

Luiz Carlos que apresentou o grupo Fé e Política Dom Helder Camara disse que é um grupo de 22 amigos, que resolveu se encontrar para refletir sobre Fé e Política no contexto de Recife. Vinculado ao Fé e Política nacional, mantém o mesmo espírito de buscar viver a fé a partir dos desafios sociais e políticos dos dias de hoje. Surgiu como um espaço onde se pode debater, buscar saídas e se apoiar, diante da crise política que vive o país.

Exibindo faixa e estandarte e muita alegria, o grupo Mulher Maravilha, que tem 43 anos de existência, foi apresentado por Lourdes. Seu principal objetivo é Lutar pela promoção dos Direitos Humanos numa perspectiva de gênero, raça e etnia, pelo acesso à cidadania da população vítima da exclusão social e empoderamento das mulheres para a construção de uma nova sociedade.



Apresentado por sua diretora de Memória, Lucinha, o Idhec tem como principais objetivos a preservação e divulgação do legado de seu fundador, Dom Helder Camara, através da publicação de seus manuscritos, como por exemplo, as Obras Completas e do desenvolvimento de ações culturais e projetos sociais.


O jesuíta Pe. Marcos Augusto apresentou o Instituto Humanitas falando sobre seu principal objetivo que é estabelecer um espaço de reflexão nas fronteiras do conhecimento e ser um canal aberto no diálogo com a cultura e a sociedade. Associar-se a uma concepção de ensino segundo a qual a missão da universidade compreenda três níveis intimamente entrelaçados: compreender a realidade, responsabilizar-se por ela e nela intervir como um instrumento de efetiva transformação social.


Representando João Paulo que estava fora cidade, O Movimento Revolucionário – MIRE, foi apresentado por Deo. Formado por jovens militantes, tem um caráter ecumênico, que propõe a experimentação dialógica dos sentidos de Mística, Comunidade, Juventude e Revolução em um espaço alternativo, capaz de superar as dissociações entre corpo, razão e espiritualidade, o capitalismo e sua tentativa constante de barrar nossas utopias mais profundas. Bebe em uma espiritualidade libertadora e em um sentimento de unidade na opção pelo pobre que tem cor, gênero, classe e orientação sexual.

O Movimento de Cursilhos da Cristandade foi apresentado por sua vice-coordenadora, Janete. Seu principal objetivo é evangelizar os ambientes com renovado ardor missionário, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para estimular os cristãos a participarem da construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço do Reino de Deus.

O Movimento de Mulheres Contra o Desemprego foi apresentado por uma de suas fundadoras, Leda, que disse; “aliando a fé evangélica vivenciamos ações de luta pelos direitos fundamentais perseguindo as palavras de Jesus, EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA. Procuramos combater as causas principais da injustiça social”.

Dizendo que a CPT quer ser uma presença solidária, profética, ecumênica e fraterna, que presta um serviço educativo e transformador junto a esses povos, para estimular e reforçar seu protagonismo, Malu, representando João Paulo, apresentou a Comissão Pastoral da Terra.


Depois foi a vez de Hermínia apresentar o Movimento dos Profissionais Cristãos, cujo objetivo é Vivenciar uma práxis cristã comprometida com a construção de uma sociedade que promova justiça e solidariedade, a partir do compromisso com os excluídos, do respeito ás diferenças, à natureza e à afirmação da vida.


Para o MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos foi apresentado por Alexandre. Seu principal objetivo é Evangelizar e organizar a Classe Trabalhadora a luz do Cristo Libertador.


Socorro apresentou a Pastoral do Povo de Rua dizendo que seu principal objetivo é desenvolver ações que possibilitem acolhida, vivência comunitária, formação e articulação da população em situação de rua na cidade do Recife em vista da luta por políticas públicas.


Maria Laura apresentou a Renovação Cristã do Brasil, antiga Ação Católica. Seu principal objetivo é despertar o sentimento de solidariedade para com todos especialmente para os pobres e os excluídos.


Tenderini apresentou a Associação dos Trapeiros de Emáus que chegou ao Recife em 1996, quando Abbé Pierre veio participar da celebração dos 65 anos de sacerdócio de Dom Helder. Seu principal objetivo é oferecer às pessoas necessitadas da Região Metropolitana da capital a oportunidade de conseguir sua dignidade através de um trabalho de coleta, recuperação e venda de objetos usados e reciclagem de resíduos sólidos (com a filosofia de servir aos que mais sofrem).



O Movimento Tenda da Fé, apresentado por Edla Tenda da Fé, que encerrou as apresentações, é formado por cristãos católicos e se fundamenta na espiritualidade do Evangelho.

Suas atividades priorizam a participação em todas as manifestações públicas referentes aos direitos da população e em defesa da democracia. Procura ocupar as ruas, praças e outros locais públicos onde acontecem essas manifestações.

Entre os presentes ao encontro de apresentação dos membros do Fórum Articulação de Leigos e Leigas Cristãos a Dom Limacedo estava toda a diretoria do IDHeC, membros dos vários grupos da Articulação, o monge Marcelo Barros, orientador espiritual dos grupos Encontro da Partilha e Fé e Política e o Pe. Fábio Potiguar, membro da Comissão de Justiça e Paz, responsável pela Pastoral do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da AOR. Pe. Fábio destacou a importância do papel exercido por cada um daqueles grupos dentro da AOR. Falou de sua alegria com a chegada de Dom Limacedo para Olinda e Recife e fez um pedido especial e ele: que coloque um retrato de Dom Helder em sua sala. Esse retrato será um sinal de profecia.


Dom Limacedo finalizou agradecendo a presença de todos. Falou de sua alegria em ver que todos aqueles grupos aceitaram o desafio de ser cristão e responderam a ele positivamente.

E deixou um questionamento para que o Fórum Articulação responda a ele: O que os movimentos Sociais esperam do novo bispo auxiliar?

Foi uma noite memorável, efervescente. O auditório da cúria ficou lotado.  A energia positiva pairava no ar, misturada à esperança de um resgate a história da Arquidiocese de Olinda e Recife, onde Leigos e Leigas, bispos, Clero, religiosos e religiosas, caminhem juntos, unindo forças e fé para fazer acontecer a paz, filha da justiça.




terça-feira, 17 de julho de 2018

SICREDI RECIFE E CASA DE FREI FRANCISCO: UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO



Há aproximadamente dez anos a Sidicredi iniciou uma parceria com a Casa de Frei Francisco, colaborando para a manutenção dos serviços ali prestados junto aos jovens e adolescentes moradores das comunidades dos Coelhos e do Coque.

A parceria se realiza através do apoio financeiro para a compra de material estrutural da casa, como mesas, cadeiras, quadros de sala de aula, computadores ar-condicionados. Além de contribuir também para a reforma da sede.





A Sicred colabora também na renovação anual do fardamento usado por professores, funcionários e alunos da Casa de Frei Francisco.

Além desse apoio financeiro outras ações vêm sendo realizadas e que contribuem para a formação da cidadania dos jovens que participam dos programas da CFF, como a ação de higiene bucal feita com os jovens há alguns anos e o café da manhã junino, que foi pensado para celebrar o Dia de Cooperar de 2018.


O Dia de Cooperar é um evento celebrado, a cada ano, no dia internacional do cooperativismo, pelo Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). O objetivo dele é motivar o comprometimento com o voluntariado daqueles que estão envolvidos com o cooperativismo.

 O café da manhã junino aconteceu no dia 30 de junho, a partir das 9h e teve a presença de diretores da Sicredi Recife e da Casa de Frei Francisco, colaboradores da Sicredi Recife que foram ser voluntários no evento e dos professores e jovens da Casa de Frei Francisco.

O objetivo da Sicredi Recife é continuar apoiando o projeto, sempre que houver a possibilidade, para dar vez e voz aos jovens da Comunidade dos Coelhos.

São parcerias como essa que ajudam os projetos das ONGs a seguirem em frente na promoção da vida dos jovens e dos adolescentes, dando a eles uma perspectiva para o presente e, sobretudo, para o futuro.

A Casa de Frei Francisco e o IDHeC – Instituto Dom Helder Camara agradecem essa parceria que tanto vem contribuindo para a manutenção do trabalho realizado, esperando que dure por muitas outras décadas.


quinta-feira, 12 de julho de 2018

UM OLHAR SOBRE A CIDADE: MODELO ECONÔMICO




Quarta-feira, 17.10.1979

Meus queridos amigos

Já repararam em um cartaz que diz: “Se nós todos trabalhadores nos unirmos, apanhamos a inflação na curva”. O cartaz tem um tom positivo que agrada. Mas a inflação é doença tão grave e tão complexa que é acender excesso de otimismo pensar que é fácil apanhá-la na curva.

O Japão está em plena crise inflacionária. E o que é mais impressionante: os Estados Unidos. Quem vê a poderosa Chrysler com o bico n’água pedindo ajuda ao governo norte-americano, quem vê o governo norte-americano vacilando entre ajudar ou não ajudar a Chrysler, tem uma ligeira amostra da crise que anda no ar. Vem à lembrança o velho dito dos tempos de criança: “Na casa em que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão”.

É fácil gritar que a fórmula única para enfrentar nossa dívida externa e para deter a inflação é exportar, exportar, exportar... Mas quando há crise generalizada, exportar o quê, exportar para quem e até onde fazer concessões para poder exportar? Exportar, exportar, exportar — os brasileiros aqui que se rebentem? Claro que não estou aludindo aos 10% de privilégios, que, inclusive, quase sem exceção se aliam às ultrapoderosas multinacionais...

Exportar, exportar, exportar — mesmo que desta forma esbanjemos matérias primas, não raro, não renováveis... Esbanjar matérias primas a preço vil, a preço de liquidação... À grande massa de brasileiros é fácil oferecer engodos... Quando vamos ter confiança no Brasil e nos brasileiros, a ponto de dizer-lhes a verdade dura? O Brasil não precisa de nossas mentiras... Sabem  qual o tema escolhido por João Paulo II para sua mensagem de 1º de janeiro, Dia Universal da Paz? “A verdade, fundamento da paz”. Se as autoridades disserem a verdade toda ao nosso povo, e o governo e os grupos privilegiados derem exemplo de austeridade, se o povo vir que as mordomias não criam juízo e a expressão economia de tempo de guerra não é simples frase de efeito, o povo, que já vive tão sacrificado, terá coragem ainda para novos sacrifícios. O que é repelente é pretender enganar o povo e o que é repugnante e inaceitável é decretar aperto de cinturão só para os pobres...