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quinta-feira, 25 de abril de 2019

IDHeC REALIZA SUA PRIMEIRA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIO DO ANO


Realizou-se nessa quarta-feira, 24 de abril, a primeira Assembleia Geral do IDHeC – Instituto Dom Helder Camara, com a presença da diretoria, conselheiros e associados.

Após a abertura, feita pelo diretor-executivo Antônio Carlos, foram apresentados quatro novos sócios contribuintes, aprovados por aclamação pela Assembleia: Luis Emmanuel, Pedro de Paula, Sofia e José Arnaldo, sejam muito bem vindos ao IDHeC.


O Conselho Curador teve o mandato de cinco de seus membros expirado, dos quais cinco foram reconduzidos – Elizabete Barbosa, Vera Schaidgger, Anselmo Monteiro e Pe. Rinaldo dos Santos. Para a quinta vaga foi eleito um novo conselheiro, Gustavo Aguiar. Todos foram eleitos por aclamação e terão mandatos até 2024.




Após as eleições a Irmã Vanda Araújo apresentou o relatório das atividades do IDHeC, prestando contas sobre o que cada setor do IDHeC realizou no ano de 2018, desde as visitas recebidas pelo Memorial, até as atividades da Comunicação, CEDOHC e Casa de Frei Francisco.


Dentro das atividades relacionadas ao CEDOHC foi destacada a parceria com a UNICAP com o projeto de extensão com quatro estagiárias do departamento de história.

Em relação à Comunicação foi salientado o percentual de aumento de visitas às mídias sociais, o registro da marca do IDHeC no INPI, o início das transmissões ao vivo das atividades do IDHeC na página do Facebook e o novo projeto Memória Viva.

Quanto ao trabalho realizado pela Casa de Frei Francisco os comentários foram todos positivos. 


Em 2018 44 jovens da Casa foram admitidos no projeto Jovem Aprendiz, trabalhando em empresas como IMIP, Escola Dom Bosco, MacDonalds, Banco do Brasil, Caixa econômica, Chesf e IMIP e mais outras onze, com carteira assinada e contrato de dois anos.


O ingresso no Jovens Aprendizes mudou a vida não apenas dos jovens mas também de suas famílias, como pode ser observado através dos vários depoimentos desses jovens e de seus familiares e que podem ser assistidos no youtuber no canal do IDHeC (https://www.youtube.com/channel/UCOjUbXha-xMDCLg8EhiA16g).

A coordenadora da Casa de Frei Francisco, Giselle de Carvalho comoveu os presentes ao relatar que duas das jovens que ingressaram no projeto que moravam em  Palafitas , puderam, graças ao seus salários, alugar casas de alvenaria e se mudar com as suas famílias. Outro caso importante relatado foi o de uma jovem foi selecionada pelo programa Ganhe o Mundo, da secretaria de Educação de PE e irá passar seis meses no Canadá, em um intercâmbio.

A Casa de Frei Francisco ainda faz um atento trabalho de assistência social, fornecendo cestas básicas para os jovens cujas famílias estão em situação de fome.

Antônio Carlos fez questão de observar que os maiores responsáveis pela casa estar aberta são os educadores e toda a equipe que se empenha para a continuidade do trabalho. A equipe está disponível 24 horas por dia. Segundo ele, a equipe é a maior doadora financeira na manutenção da Casa.

Quando há um ano o contrato com a Chesf foi interrompido e o número de horas trabalhadas teve que ser reduzido, houve total cooperação da equipe. Foi feita uma adequação para que ninguém fosse demitido ou que fosse diminuído o número de adolescentes atendidos e, atualmente, com novas parcerias, foi possível aumentar a carga horária em 20%, percentual extensivo ao salário.

A disponibilidade e cooperação da equipe foi reforçada pela assessoria de comunicação que sempre conta com o apoio técnico e de pessoal da Casa de Frei Francisco para a realização dos eventos no IDHeC.

Foi feito ainda um agradecimento especial a Frei Betto e sua Campanha da Quaresma que ele realiza todos os anos e que esse ano teve a Casa de Frei Francisco como beneficiária. Até a presente data a campanha já rendeu R$ 20.000,00 (vinte mil reais) em depósito em conta da CFF. Na semana anterior à Semana Santa a despensa estava vazia e não havia dinheiro na conta para fazer a feira. Entraram R$ 6.000,00 (seis mil reais) na conta, provenientes

A chegada de verba de outros convênios que aconteceram esse mês garantem a alimentação até março de 2020.

Mas já houve uma época que era a distribuição da comida era contada e doía muito quando um adolescente pedia para repetir e não era possível.

A Casa de Frei Francisco se preocupa em formar cidadãos e cidadãs. Por isso atividades externas fazem parte da programação, como por exemplo visita ao Jardim Botânico, Jardim Zoológico e, mais recentemente, ao Parque da Jaqueira, que abrangeu também familiares. Essas atividades foram possíveis graças ao projeto Meio Ambiente e conhecimento de Biomas, aprovado pelo Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A maioria dos jovens e adolescentes da CFF só conhece o perímetro de circulação feito a pé. Muitos nunca andaram sequer de ônibus. Esses passeios proporcionaram a esses jovens a abertura de novos horizontes.

Não restou dúvidas em nenhum dos presentes de que o trabalho realizado pela Casa de Frei Francisco está fazendo a diferença na vida dos adolescentes e jovens por ela atendidos e na de suas famílias.

A associada Inês Funare parabenizou o IDHeC por suas ações, comentando estar muito feliz em ver a quantidade de atividades que aconteceram em 2018.

O diretor de Cultura Manoel Moraes parabenizou o trabalho da equipe do IDHeC e, em especial, o diretor-executivo Antônio Carlos Aguiar por seu empenho e pelos resultados obtidos. Todos concordaram a que a diretoria executiva é um peso muito grande e que vem sendo exercida com muita competência.


As palavras de Manoel foram endossadas pela diretora de Memória Lucinha Moreira e pela coordenadora da CFF Giselle de Carvalho. 

A diretora Lucinha Moreira falou sobre a imensidão de surpresas em relação a Dom Helder que ainda reservam os documentos que fazem parte do acervo do CEDOHC. Muitos aspectos da vida do Dom ainda são desconhecidos. Como por exemplo o que ela constatou recentemente ao manusear alguns dos documentos ainda não catalogados, que em um período de dois anos, Dom Helder havia recusado 428 convites internacionais. Importante salientar que ele, pessoalmente, de próprio punho, respondeu um a um dos convites, explicando a razão de não poder aceitar, sempre com muita delicadeza e consideração.

O relatório foi aprovado por unanimidade.



 Ao final da Assembleia Antônio Carlos apresentou o projeto do arquiteto e designer Augusto Lins Soares para uma fotobiografia de Dom Helder. Ele é o organizador da recentemente publicada Fotobiografia de Chico Buarque, uma obra primorosa.

A fotobiografia é uma maneira diferente de contar a história da vida de Dom Helder. E o IDHeC está trabalhando para viabilizar o projeto.

Foi feita uma parceria com a Cepe, que garante a publicação do livro. Para financiar a execução do projeto o IDheC está captando verba através de venda antecipada do livro. No momento as vendas antecipadas foram iniciadas para cotas maiores de compra.

Em breve serão abertas as vendas antecipadas por unidade aqui no blog.
A ideia é que o livro seja lançado no dia 27 de agosto, nos 20 anos da partida do Dom, como um forma de celebrar a sua memória.

terça-feira, 23 de abril de 2019

FÓRUM ARTICULAÇÃO E A SEMANA DA CLASSE TRABALHADORA




O que estamos fazendo? Qual o papel da nossa Igreja? E nós leigos, como estamos nos articulando? Onde estão os grupos, os movimentos, as instituições que lutam pela construção de um mundo melhor e mais digno, onde todos e todas tenham vida em abundância?

Provocados por estes questionamentos proféticos de Geraldo Leite, do Movimento de Trabalhadores Cristãos em uma reunião do Encontro da Partilha e preocupados com posições estranhas de alguns líderes religiosos e de grupos de leigos desconectados do Evangelho de Cristo, teve início uma conversa entre alguns movimentos, sobre articular um fórum para dialogar com a população e mostrar de que lado a Igreja deveria estar a respeito do Golpe Jurídico Parlamentar de 2016.

Inspirados na provocação do Papa Francisco, de sermos Igreja em saída e no documento da CNBB a respeito da PEC da morte que congelava os investimentos públicos (698/16 27/10/2016), alguns grupos, movimentos, pastorais e instituições começaram a se encontrar e efetivar esta aliança de articulação, nascendo aí o Fórum de Articulação de Leigas e Leigos.

Representantes do recém-criado Fórum apresentaram a proposta ao arcebispo Dom Fernando Saburido, acolhida imediatamente por ele.

A primeira ação do Fórum foi a I Vigília pela Democracia, tendo como pano de fundo agregador a celebração pela Páscoa de D. Helder - símbolo pela defesa da democracia e pelos direitos dos excluídos de nossa sociedade. Foi realizada em 06 de dezembro de 2016, nos Manguinhos, que abriu as suas portas para receber a Vigília e a sua luta pela democracia.

Dois meses depois realizou-se a II Vigília pela Democracia, em 7 de fevereiro de 2017, tendo como tema a Reforma da Previdência e a celebração dos 108 anos de nascimento de Dom Helder.

Os dois eventos tiveram repercussão na imprensa e nas redes sociais, inspirando diversas vigílias por todo o país em defesa da Democracia. Esse segundo evento reuniu em torno de 500 pessoas nos jardins do Palácio de São José dos Manguinhos.

No transcorrer dos eventos, em especial estes dois primeiros, percebia-se, a partir da entrada de cada participante, de cada cidadão, de cada cidadã inconformados com a atual realidade, a expressão de ansiedade pelo momento e a percepção de sinais de novos tempos pelo reencontro do povo das diversas comunidades, grupos e movimentos em uma casa tão simbólica quanto o Palácio dos Manguinhos.

O Fórum realizou ainda uma terceira vigília, em comemoração aos 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos da ONU, nos Manguinhos, com a participação de Dom Fernando e Dom Limacedo, em dezembro  de 2018 e a celebração dos 109 e dos 110 anos de nascimento de Dom Helder Camara, em 2018 e 2019, na igreja das Fronteiras, esse último reunindo cerca de 500 pessoas. Esses eventos mobilizaram não apenas grupos de leigos ligados à Igreja Católica. Em todos os eventos houve o apoio e a participação ativa de religiosos e religiosas também de outras denominações como a igreja Anglicana e religiões de matriz Afro e  a participação de sindicatos.

Essa abertura natural do Fórum à participação de outras denominações religiosas e também de instituições sem nenhum vínculo religioso, mostra que o Fórum não tem barreiras. Para participar do Fórum só precisa se identificar com a sua proposta, a sua luta: a justiça social.

Participam da organização do Fórum 22 instituições entre grupos de reflexão, movimentos, pastorais e ONGs. O IDHeC é um dos integrantes do Fórum, desde a sua criação.

Sua proposta é articular as pessoas de Fé em torno da causa do restabelecimento da democracia e do retorno das lideranças que pensem o Estado para o povo, patrocinando a dignidade e a vida em abundância.

E, foi nessa perspectiva que o Fórum Articulação se integrou à Semana da Classe Trabalhador, criada pelo MTC para comemorar  e refletir, tendo como ponto de partida o dia do Trabalho, no início foram promovidas rodas de diálogo, debates sobre filmes. No ano em que estava sendo feita a discussão sobre Conselhos de Saúde foi realizado um ato, no dia 1º de maio, com uma caminhada que saiu da Praça Oswaldo Cruz para o hospital Oswaldo Cruz.
No ano do plebiscito sobre a reforma política foi realizado um ato maior, saindo do monumento Tortura Nunca Mais, na rua da Aurora, passando pelos três poderes: palácio da Justiça, palácio do governo estadual e Assembleia Legislativa.

A partir do ano passado o Fórum se integrou à Semana da Classe Trabalhadora, participando ativamente de sua organização e execução.
Todos e todas estão convidados a participar, se não de todos os eventos, mas de alguns, à sua escolha.

A abertura da Semana será nessa quarta-feira, 24 de abril, às 18h30.
Colocamos abaixo a programação.





terça-feira, 16 de abril de 2019

II SARAU “UMA NOITE MEMORÁVEL NAS FRONTEIRAS”



Foi, sem dúvida nenhuma, mas uma noite realmente memorável nas Fronteiras a celebração dos 55 anos da chegada de Dom Helder Camara à Arquidiocese de Olinda e Recife. Sem dúvida alguma estava à altura das noites memoráveis que Dom Helder promovia no Solar de São José dos Manguinhos.

Se ainda estivesse entre nós, teria batido palmas e cantado com os presentes e abraçaria a todos e todas com muita alegria e carinho.


Provavelmente se emocionaria com o final, ao ver o seu discurso apresentado de maneira tão brilhante e, quem sabe, até faria seus próprios comentários durante a apresentação.

Mesmo não estando mais fisicamente entre nós, a sua presença está impregnada nas paredes da igrejinha onde tantas vezes celebrou a sua tão amada missa e onde, no dia 11, celebramos a sua vida, o seu legado, o seu exemplo e tudo de bom que ele nos deixou.


Com uma igreja lotada, o diretor executivo do IDHeC, Antônio Carlos Aguiar fez acolhida, falando do trabalho exercido pelo IDHeC na preservação e divulgação do legado de Dom Helder Camara e de seu braço social, A Casa de Frei Francisco e seu excelente trabalho de promoção da vida e cidadania com adolescentes de 12 a 17 anos.


E foram alguns desses adolescentes que abriram o Sarau cantando a música UM MUNDO BEM MELHOR, versão de "We Are the World", de Michael Jackson, música tema da campanha contra a fome na África, que realizou dos concertos gigantescos, um nos Estados Unidos e outro na Inglaterra, transmitidos para o mundo todo, via satelit, onde astros como Elthon John, Queens, Michael Jacson e muitos outros cantores e bandas de Rock participaram gratuitamente, com o intuito de arrecadar dinheiro para combater a fome. A escolha da música não poderia ter sido melhor.



Com Raul ao violão e as vozes de Matheus guerra, Kauã David , Alisson Pereira, Evelin Monique, Nalanda, Brenda Nicolle, Tainara , Paloma e Pollyana, os meninos e meninas da Casa de Frei Francisco deram o seu recado, com uma bela apresentação, que encantou a todos presentes.




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Anderson Guimarães contou para os presentes a história das nomeações de Dom Helder, que, de janeiro a março de 1964 foi designado para três locais diferentes.


Foi exibido um vídeo do Projeto Memória Viva, lançado no primeiro Sarau, no dia 07 de fevereiro, na celebração dos 110 do nascimento de Dom Helder. O Projeto Memória Vive tem o objetivo de coletar depoimentos de pessoas que tenham convivido com Dom Helder ou que tenham sido tocados por seu exemplo de vida e palavras proféticas e que queiram compartilhar suas histórias e experiências com Dom Helder ou sobre ele. O vídeo mostrou pequenos trechos dos vídeos já coletados de Chico Buarque, Cylene Araújo,  Frei Betto, Leda Alves, Leonardo Boff, Marcelo Barros, Márcia Miranda e Pe. João Pubben. 

O projeto não tem prazo para acabar. Quem tiver uma experiência para partilhar é só entrar em contato conosco através do e-mail: memoriaviva.idhec@gmail,com. 






A noite foi animada ainda com as bela voz de Isaura e pelos violões de  André e Gabriel, cantando Porta Estandarte e Um Povo Novo ou,  como é também conhecida,quando o Espírito de Deus Soprou.




Vera Scheidegger falou um pouco sobre o famoso “discurso de posse” de Dom Helder.



Até então bispo auxiliar na arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Helder chegou ao Recife no dia 11 de abril de 1964, para ser empossado, no dia seguinte, 12 de abril, como o sexto arcebispo residencial à sede de Olinda e Recife, em plena efervescência do recente golpe militar que se instalara no Brasil, há dez dias. Com fama de conciliador, foi saudado pelos militares que estavam no comando e que, ao longo do tempo, passaram a vê-lo com outros olhos, olhos que não aprovavam a sua atuação.




Logo em sua primeira fala, ao apresentar sua proposta de atuação à frente da Arquidiocese, ele a define como um serviço voltado para a defesa dos direitos humanos, a organização e conscientização das comunidades de baixa renda.



No dia da posse eclesiástica não houve discurso e sim uma Celebração Eucarística na Concatedral da Madre de Deus. Infelizmente não temos, em nosso acervo, a transcrição da homilia feita por Dom Helder naquele dia.



Entretanto a mensagem que Dom Helder falou para o povo da Arquidiocese de Olinda e Recife ficou conhecida como “Discurso de Posse”, que mostrou, logo de início, a tônica de como seria o seu arcebispado.



Os atores Júnior Aguiar e Daniel Barros apresentaram uma maravilhosa performance para o discurso.



Os dois atores protagonizaram, ao lado de  Márcio Fecher, a peça "Pro(fé)ta - O bispo do povo", fruto do projeto Trilogia Vermelha iniciado em 2014 pelo Coletivo Grão Comum e a Gota Serena Produções. A proposta do projeto é contar através do teatro a vida de três nordestinos que marcaram a história do país: Glauber Rocha, Paulo Freire e Dom Helder Camara.

Em 2018, na celebração dos 19 anos da partida de Dom Helder, Júnior e Daniel estiveram aqui e encenaram um trecho resumido da peça, resumindo várias falas de Dom Helder. E hoje eles voltam para nos presentear com a performance do Discurso do dia 11 de abril.

Júnior Aguiar dando vida ao discurso do Dom com muita propriedade e Daniel Barros, representando um homem do povo, empolgaram e emocionaram os presentes e foram efusivamente aplaudidos. A escolha dos dois atores para uma releitura da apresentação do discurso não poderia ter sido mais feliz. Também neles percebia-se a emoção nos gestos e na maneira como apresentaram a performance. (conf. Discurso: http://institutodomhelder.blogspot.com/2016/04/mensagem-de-d-helder-camara-no-dia-da.html)






Já encerrando a noite memorável, uma surpresa que promete ser uma obra de arte para guardar e rever sempre: o projeto da Fotobiografia de Dom Helder Camara – O Santo Revelado. O organizador do projeto, Augusto Lins Soares, apresentou o projeto, exibindo um “boneco” do livro e falando da importância dessa fotobiografia, que contará, através de votos, a vida de Dom Helder.






Augusto é o autor do projeto da fotobiografia de Chico Buarque – Revela-te Chico – uma belíssima obra que está fazendo muito sucesso.


O  projeto O SANTO REVELADO  precisa de parceiros e colaboradores para sua realização. Foi anunciada, para breve, uma pré-venda do livro, que ajudará a custear o projeto.

Para fechar a noite tivemos algumas palavras do monge Marcelo Barros que resumiu, em poucas palavras, o que significou a vinda de Dom Helder para a arquidiocese de Olinda e Recife e a força de sua atuação como defensor dos oprimidos e excluídos da sociedade.



Para finalizar o monge convidou a todos e todas presentes para rezar de uma maneira diferente, cantando todos juntos, a música EU SÓ PEÇO  DEUS.





Com certeza, ao cantar a música/oração, ressoava nos ouvidos de cada um, de cada uma, uma das frases mais marcantes do discurso de Dom Helder no dia de sua chegada:

“Que depois de tanta maravilha que anda realizando, a humanidade não se divida em blocos, não se arme como nunca, não brinque com forças que amanhã poderão arrasar a terra. Que, ao invés de tanto medo e de tanto sobressalto, o homem saiba que, nos momentos mais difíceis, na escuridão mais escura, na noite mais noite, há o começo de uma luz... Que o homem, meu irmão de grandeza e de miséria, reencontre a Esperança!” – Dom Helder Camara, 11.04.1964


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