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sábado, 24 de junho de 2017

UM OLHAR SOBRE A CIDADE: SÃO JOÃO, SANTO DO POVO, O MAIOR DOS PROFETAS


Véspera de São João! Nossa Cidade, sobretudo em seus morros e regos, logo à noite, vai cobrir-se de fogueiras... Os céus vão se encher de balões. Gente humilde que puder vai comer o seu milhinho assado ou até, quem sabe, sua canjica...

Não faltará arrasta=pé e em meios mais agarrados às tradições não faltará adivinhação que diga se há ou não pista de casamento no destino das mocinhas doidas para casar...

Quando conseguiremos partir da devoção popular João para dar a nossa Gente uma visão mais exata e mais rica de São João Batista?...

Ele teve a glória de ser mandado para preparar os caminhos do Cristo. Cumpriu à risca a sua missão.

Em dois tempos, tinha um prestígio imenso. Vinham multidões de longe para receber seu batismo de penitência nas águas do Rio Jordão. Ele falou duro. Condenava os erros, Clamava para que se preparassem os caminhos do Senhor...

Quanto mais forte era a sua pregação, mais gente chegava para ouvi-lo. Era respeitado e seguido porque antes de pregar com palavras, pregava com exemplo, com vida.

Quando Cristo apareceu, pedindo para ser batizado por ele, o Espírito de Deus o iluminou, revelando-lhe que ele estava diante do Messias a quem viera anunciar...

E ele não vacilou um instante em dizer: "Eis o Cordeiro de Deus! Eis o Messias! Eu não sou digno nem de desamarrar as correias de Suas sandálias”...

A partir dali, sentiu que a missão de preparador dos caminhos estava terminada. Chegara Aquele cujos caminhos ele viera preparar. E mandou que os seus melhores discípulos o largassem para seguir o Mestre.

Foi coragem! Ele tinha discípulos como Simão, a quem Jesus preferiu chamar de Pedro. Ele tinha discípulos como João, que se tornou p discípulo amado de Cristo: S. João Evangelista.

Quando conseguiremos partir da devoção popular por São João para ensinar a nossa Gente que a nossa missão é como a do Batista: de preparar os caminhos para Cristo?!...

Quando na noite de São João virmos fogueiras sem conta ardendo em louvor do grande Santo, quando ouvirmos o espoucar de fogos e contemplarmos balões fugindo céu afora, peçamos a Deus a graça de imitarmos João Batista, preparando os cainhos do Senhor, ajudando irmãos nossos a encontrar Jesus Cristo. Medem o que quer dizer encontrar, de verdade e para sempre, o Cristo? ...


sexta-feira, 23 de junho de 2017

ATUALIDADES: O "ARRAIÁ" DA CASA DE FREI FRANCISCO




 A Casa de Frei  Francisco realizou, nessa quinta-feira 22, a sua festa de São João, reunindo, em sua sede nos Coelhos, os adolescentes que participam dos projetos e seus familiares, dos dois turnos.
Tanto na parte da manhã, quando na parte da tarde, antes do início da festa, foi realizada uma reunião com os responsáveis pelos adolescentes que frequentam a Casa de Frei Francisco.

A reunião da tarde, muito bem conduzida pela coordenadora Gisele Carvalho, mostrou familiares agradecidos e muito satisfeitos com o trabalho que a CFF realiza. Se Dom Helder ali estivesse, com certeza estaria muito feliz em ouvir as mães, avós, pais, dando seu depoimento da importância que a CFF tem ou teve na vida de seus filhos, da alegria de ver que o trabalho continua e que seus filhos poderão ter novas oportunidades. A coordenadora foi muito elogiada, por seu empenho e por seu trabalho junto aos adolescentes.

Na sala onde aconteceu a reunião, uma frase, colada na parede, mostra a preocupação e a valorização que os adolescentes devem ter em relação à sua comunidade: “Eu vi o mundo e ele começa na minha comunidade”.



Durante o mês de julho as atividades continuam, com uma colônia de férias com exibição de filmes, acesso aos computadores, jogos de futebol e vôlei e outras atividades.

A reunião da tarde contou com a presença de parte da diretoria do IDHeC, Antônio Carlos, Normândia, Christina e Deo, de membros do Conselho Curador, Elizabeth Barbosa e Maria Laura Cavalcante. O São João da CFF contou também com a presença dos funcionários do IDHeC, Gersino, Vanuzia, David e Clovis.




Os aniversariantes dos meses de maio e junho tiveram a sua comemoração no início da festa. Música, alegria e comidas típicas, deliciosas, preparadas na própria Casa, animaram a festa, que ainda tinha jogo de argolas, pescaria e até molduras juninas para tirar fotos.





A Casa de Frei Francisco funciona de segunda a sexta-feira, das 07h30 min às 11h e das 13h30min às 17h, inclusive oferecendo aulas de informática, entre outras.

Parabéns a todos e todas que fazem da Casa de Francisco a realização do sonho de Dom Helder de promover aqueles que mais precisam. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

UM OLHAR SOBRE A CIDADE: A MATEMÁTICA DA VIDA



Segunda-feira, 10.1.1977

Meus queridos amigos

Nem todo mundo pôde aprender na escola a fazer contas de somar, de diminuir, de multiplicar, de dividir... Nem mesmo quem não aprendeu as contas, só tem a ganhar em aprender, na escola da vida, a diminuir e dividir. Há criaturas que não somam nem multiplicam.

Ficam isoladas e sós. Há quem só entenda somar, quando se trata de aumentar o que é seu. Nada de somar para os outros. Nada de diminuir o que é seu.

Multiplicar! Quando todos aprenderemos a multiplicar, pensando em todos? Multiplicar o que é seu, não há quem não queira.

Pensar nos outros na hora de multiplicar, não. Dividir, conforme seja, é verbo divino ou diabólico. Dividir, com um irmão faminto, o pão que eu estou comendo, é divino. Dividir, não apenas o que sobra, não apenas aquilo de que não dou conta, dividir, partindo da convicção de que todos somos irmãos, é inspiração divina.

Não falta quem diga que não é possível pensar em dividir o bolo antes de prepará-lo. Mas o terrível é que estão preparando o bolo e comendo. Não dividir, guardar só para si e para o pequeno grupo de seus, fechar as mãos, fechar o coração, é pecado feio e triste. Dividir é diabólico quando se trata de separar, desunir, intrigar...

A hora é de somar, sobretudo nas comunidades pobres, onde cada um, sozinho, não pesa nada, não conta nada, não vale nada.

Unidos para o bem, unidos para enfrentar juntos e de modo construtivo os problemas da comunidade, somando-se, são uma força que Deus abençoa.

Ninguém repita o pensamento pagão embebido de egoísmo: cada um por si e Deus por todos. Cada um somando-se com todos, aí sim, mas só aí, Deus estará presente e ajudará. Se é hora de diminuir, não se venha diminuir de quem já está mais do que diminuído, de quem já não tem mais o que diminuir, sem maiores abalos.

Desenvolvimento é hora de multiplicar. Mas a melhor definição de desenvolvimento ainda é a que exige o desenvolvimento do homem todo e de todos os homens. Não vale multiplicar riqueza de quem é rico, multiplicando a pobreza de quem é pobre.

Se todos dividíssemos entre nós a responsabilidade de sermos filhos de Deus e irmãos uns dos outros, o mundo mudaria de rumo.


Que a escola da vida nos ensine a somar, a diminuir, a multiplicar  e a dividir!