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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A VOLTA DAS JORNADAS TEOLÓGICAS


A volta das Jornadas Teológicas à Arquidiocese de Olinda e Recife aconteceu nessa segunda-feira, 23 de abril, com o tema: A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA E DOS DIREITOS HUMANOS.

Tendo como facilitador o monge beneditino Marcelo Barros, o centro da conversa com o påublico presente foram as orientações do papa Francisco para os movimentos populares em Santa Cruz de La Sierra.



A realização da Jornada Teológica foi uma iniciativa do Prof. Manoel Moraes, coordenador da Cátedra Unesco/Unicap Dom Helder Câmara de Direito Humanos e contou com a parceria do Instituto Humanitas/Unicap, IDHeC - Instituto Dom Helder Camara, da CJP - COmissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife do Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova.


O evento que traz de volta as discussões das Jornadas Teológicas promovidas pelo Grupo Igreja Nova, já tem mais três datas marcadas para acontecer: 28 de maio, 24 de setembro e 22 de outubro, sempre às 18h30, no auditório Dom Helder Camara, no térreo do bloco A, na Universidade Católica.

Clique aqui e leia, na íntegra, matéria postada no site da Unicap sobre o evento.

GALERIA DE FOTOS


quinta-feira, 19 de abril de 2018

CÁTEDRA DOM HELDER CAMARA TRAZ DE VOLTA AS JORNADAS TEOLÓGICAS



No início da década de 1990 a Arquidiocese de Olinda e Recife passava por tempos difíceis, com pastorais, movimentos e serviços sendo desmontados e diversos padres afastados, em resultado á controversa administração do então arcebispo dom José Cardoso Sobrinho.

E, em agosto de 1991, em meio a esse deserto de esperança e de profecia surge um pequeno oásis, um grupo de leigos que se une para publicar um jornal que denunciasse, mas que, ao mesmo tempo, anunciasse a boa nova.  Formado por paroquianos e participantes das pastorais e serviços da então paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, nasceu o Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova, nome pelo qual era conhecida a nova matriz do bairro de Boa Viagem, que, desde 1991, publica o jornal Igreja Nova.

Em 1998 quando o jornal já circulava, inclusive, internacionalmente, não apenas sendo enviado pelos correios a outros países, mas, sobretudo através de seu site na internet, mais um passo importante foi dado na história de pioneirismo do GIN: a criação das Jornadas Teológicas.

E foi assim que, no dia 3 de agosto de 1998, foi aberta a I Jornada Teológica Dom Helder Camara, que teve como tema: IGREJA, DO VATICANO II AO 3º MILÊNIO – AVANÇO OU RETROCESSO? E a noite de abertura contou com a presença de seu grande inspirador, Dom Helder, que chegou ao auditório da FAFIRE sorridente, distribuindo abraços e alegria. 

Foram 13 jornadas, 36 palestrantes e 52 palestras, tendo a 13ª Jornada se realizado de 24 a 26 de agosto de 2010.

Mas o que é bom faz falta e precisa ser resgatado. E foi o que fez o coordenador da Cátedra Unesco/Unicap Dom Helder Camara de Direitos Humanos, Prof. Manoel Moraes, em parceria com Instituto Humanitas-   Unicap, Idhec - Instituto Dom Helder Camara, Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife e pelo Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova. 

Prof. Manoel Moraes e Antônio Carlos Aguiar - diretor-executivo do IDHeC 

As Jornadas que ajudaram a escrever a história da Arquidiocese de Olinda e Recife, trouxeram de volta as discussões teológicas que antes fervilhavam na Arquidiocese. 

E a volta das Jornadas Teológicas será na próxima segunda-feira, 23 de abril, às 18h30, no auditório que não podia ser outro: Dom Helder Camara, no térreo do bloco A da Unicap - Universidade Católica de Pernambuco.


“Tivemos o cuidado de entrar em contato com as entidades ligadas a Dom Helder para propor esta retomada das Jornadas. Nesta fase vamos difundir o pensamento do Papa Francisco”, disse o prof. Manoel Moraes. 

O tema da Jornada será A Doutrina Social da Igreja e dos Direitos Humanos e nela serão discutidos os princípios da Carta de Santa Cruz de La Sierra, que é o resultado do diálogo entre o Papa Francisco e os movimentos populares, onde, ainda segundo o prof. Manoel Moraes, "o Papa defende uma tese que ele chama de 3 T´s: Terra, Teto e Trabalho. Os pilares da sustentabilidade”

Perguntado sobre a escolha do tema da Jornada o  Prof. Manoel Moraes disse que "a ideia é estimular as pessoas a lerem e levarem seus questionamentos ”. E sobre a dinâmica do evento, uma novidade: "haverá uma inversão da lógica usual: faremos dos participantes os protagonistas do evento. A partir das provocações dos participantes o facilitador fará as suas falas".

E para ser o Facilitador dessa primeira Jornada foi convidado o monge beneditino Marcelo Barros.

E é bom já anotar em sua agenda as datas das próximas Jornadas Teológicass: 28 de maio, 24 de setembro e 22 de outubro, sempre às 18h30, no auditório Dom Helder Camara.

As Jornadas são abertas ao público, não sendo necessária inscrição prévia.

Mais informações podem ser obtidas através do telefone (81) 2119-4146.

Você que acredita em uma Igreja em saída e que estava sentindo falta das Jornadas Teológicas, não pode deixara de participar e divulgar o evento.



SERVIÇO

O QUE - Jornadas Teológicas Dom Helder Camara
TEMA -  A Doutrina Social da Igreja e dos Direitos Humanos
FACILITADOR - Marcelo barros
QUANDO - 23 de abril de 2018
HORA - 18h30
LOCAL - Auditório Dom Helder Camara/ UNICAP  - térreo do bloco A 
INFORMAÇÕES - fone (81) 2119-4146
ENTRADA FRANCA


terça-feira, 17 de abril de 2018

CARTA DO Pe. JOÃO PUBBEN PARA O IDHeC

Carta recebida pelo IDHeC enviada por nosso amigo e irmão Pe. Joâo Pubben, portadora de boas notícias, que, com muita alegria, compartilhamos com todos vocês.




Ao IDHeC
Queridas Irmãs, Caros Irmãos,

Paz & Alegria!
Que Vocês estejam bem!

Transmito-lhes uma boa notícia.

No dia 5 de abril de 2018, recebi uma visita especial. Na tarde daquele dia, tive um encontro bem fraterno com padre Tomaz Mavric, superior geral da Congregação da Missão (Lazaristas), da Companhia das Filhas da Caridade e da Família Vicentina mundial, que reside em Roma. Tenho certeza que o assunto da nossa conversa lhes interessa, pois, foi dom Helder Camara.

Quando soube da vinda de padre Tomaz à Holanda, pensei em falar com ele sobre nosso Dom. Minha ideia era solicitar a colaboração dele para espalhar a memória e os sonhos do Dom em todos os ambientes vicentinos. Irmã Vanda teve, então, o bom pensamento de pedir, também, para o Dom ser colocado no calendário dos Santos, Beatos e Servos de Deus da Família Vicentina, já que ele desde 8 de abril de 1987 é agregado à Congregação da Missão, e em 25 de fevereiro de 2015 foi declarado Servo de Deus pelo papa Francisco. Entre alguma documentação que entreguei, havia uma cópia do documento de afiliação aos Lazaristas (cujo original se encontra no CEDOHC) e um relato da abertura do processo de beatificação em 3 de maio de 2015, na catedral de Olinda.

O visitante se entusiasmou de imediato. Gostou muito de nossas sugestões e prometeu se dedicar ao assunto, dando todo o apoio. Eu me responsabilizei em tentar juntar textos, cartas, fotos, etc. do Dom em relação a Lazaristas, Filhas da Caridade, A.I.C., Vicentinos, Servas da Caridade e outros ramos da Família Vicentina.

Mando, no anexo, uma foto que registra nosso encontro.

Que Vocês sejam felizes!

Meu abraço cordial,

João Pubben


Panningen, Holanda, 12 de abril de 2018,

Aniversário do início do serviço generoso do Dom na arquidiocese de Olinda e Recife, em 1964.  

quinta-feira, 12 de abril de 2018

UM OLHAR SOBRE A CIDADE: AS CARRANCAS


Meus queridos amigos

04.01.1980

É bastante conhecido que as embarcações a vela ou mesmo barcaças a vapor costumavam carregar, na proa, esculturas de madeira, muito apropriadamente chamadas de carrancas. Eram esculturas de fisionomias capazes de espantar. A intenção era esta mesma: de espantar maus olhados ou até gênios maléficos, moradores de rios, e que pretendessem fazer mal aos navegantes.

Hoje, a superstição talvez persista em alguns dos heroicos brasileiros que enfrentam mar alto em embarcações muito precárias.

Mas as carrancas viraram folclore. Onde há artesanato de madeira, há sempre carrancas numerosas, algumas com indiscutível senso artístico.

Um amigo, de meio social bastante elevado, ganhou uma carranca. Ou faltou compreensão para o presente recebido, ou houve medo de espantar os netinhos: meu amigo passou a carranca adiante.

Mas doou a um amigo pobre, bastante inteligente para medir o valor da carranca; mas sua casa, muito humilde, não comportava carranca nas dimensões da que recebeu de presente. E o amigo pobre acertou de cheio, passando a carranca a um terceiro amigo, que, não só avalia a importância artística da carranca recebida, mas dispõe de casa ampla, com lugar adequado para ela...

Muitos talvez achem estranha esta história de carranca... E, no entanto, é tão comum encontrar pessoas, até educadas, até finas, mas que não podem ser contrariadas: qualquer calo pisado, qualquer mania contrariada, qualquer espera mais prolongada, e a carranca é armada em pleno rosto. Conheço até pessoas bonitas, mas que, por nada, e, até por nada de nada, armam cada carranca, como jamais encontrei em nenhuma barcaça do São Francisco.

Vamos, neste início de 1980, ter a coragem de uma busca de regra, para descobrir quantas carrancas carregamos em nossos porões interiores! Uma jovem amiga, muito inteligente, relatou-me quantos tipos de carrancas guarda em seu intimo: carrancas de ódio, carrancas de desprezo e carrancas de ironia.

Seria ideal guardar olhos, admiração e estima pelas carrancas trabalhadas por nossos artesãos... Quanto a carrancas de ironia, de frieza, de desprezo, de ódio que estejam em porões internos, nem preciso dizer que destino elas merecem. A menos que sejamos capazes do prodígio de levar nossas carrancas a desarmar-se e a sorrir...