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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

CASA DE FREI FRANCISCO: CELEBRAÇÃO DA VIDA


Dando continuidade à proposta de a cada final de bimestre celebrar a vida comemorando os aniversários, no final do mês de outubro aconteceu a festa daqueles que nasceram nos meses de setembro e outubro.

Com o tema Halloween, as festas dos turnos da manhã e da tarde mobilizaram bastante as turmas no seu planejamento, produção e organização. Tudo pensado por eles e executado em cada detalhe por todos juntos.



Com muita música, lanches diversos e temáticos, decoração incrível, as festas aconteceram em um clima de muita diversão, alegria e brincadeiras envolvendo o tema.

Todos que fazem a Casa de Frei Francisco se alegram com essa animação e iniciativa dos adolescentes na elaboração das festas e fazem o possível para que sempre aconteçam eventos dessa forma.




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

UM OLHAR SOBRE A CIDADE: PROCURA DA LIBERDADE



No dia em que celebramos o dia da Consciência Negra, relembremos uma crônica de Dom Helder falando sobre a Liberdade, escrita há 35 anos, mas que continua tão atual quanto no tempo em que foi escrita.


Quarta-feira, 10.2.1982

Meus queridos amigos

Quem não tem ouvido no coração esta mensagem sobre a busca da liberdade?

“Procurando a liberdade, caminheiro!
Procurando a liberdade também vou
Procurando a liberdade que é vida
Procurando a liberdade de viver
Caminhando eu vou, procurando eu vou!
Caminhando levo apenas a esperança
De algum dia a liberdade encontrar
É a esperança que dá força ao caminheiro
De ir seguindo pela vida caminhando.
Procurando eu vou, na esperança eu vou!
A liberdade é só certeza na esperança.
A encontrar quem na vida se arriscar.
E no risco posso ser crucificado.
Mas cantando a liberdade vou morrer.
Caminhando eu vou, procurando eu vou
Arriscando eu vou, na esperança eu vou!
Procurando a liberdade, caminheiro
Procurando a liberdade também vou
Procurando a liberdade que é vida
Procurando a liberdade de viver
Caminhando eu vou, procurando eu vou
Arriscando eu vou, na esperança eu vou.”

A liberdade é vida! Liberdade de viver! É apaixonante cantar de verdade, viver de verdade o nosso canto, quando milhões de filhos de Deus, de escravos, só não tem o título oficial. É apaixonante cantar de verdade a liberdade de viver neste nosso século louco e maravilhoso em que uma minoria mínima leva uma supervida e a maioria esmagadora dos filhos de Deus levando uma subvida.

Só que é enganosa e falsa a aparente supervida da minoria Privilegiada.

Supervida como, se hoje há tanto ódio, tanta violência, tanta ameaça?!

Jamais encontrei um super-homem nesse chão de homens. Também ainda estou para encontrar o primeiro sub-homem. Há de sobra, condições sub-humanas. Lá dentro, em plena subvida encontramos autenticas criaturas humanas, verdadeiros filhos de Deus!

Importante é jamais perder a esperança! Quem perde a esperança já se torna escravo. Sem esperança temos as mãos e pés amarrados.

Somos escravos, sem perspectiva de libertação.

O canto não engana: diz abertamente que o risco de quem procura de verdade a liberdade, é ser crucificado! O grande exemplo está no Calvário. Porque o filho de Deus foi pregado na cruz e nela morreu!


Mas a Via-Sacra não termina na 14a edição. Existe a 15a. Cristo venceu a morte! Conquistou para si e para nós a vida e a liberdade!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

CASA DE FREI FRANCISCO: TROCANDO EXPERIÊNCIAS





Quando vemos o trabalho realizado na Casa de Frei Francisco logo imaginamos o rosto de Dom Helder iluminado por um largo sorriso de aprovação, por ver seu sonho de trabalhar com jovens se realizando e sempre crescendo.

É grande o empenho da equipe coordenada por Giselle Carvalho e da diretoria do IDHeC, tendo à frente o Diretor Executivo Antônio Carlos Aguiar, sempre buscando parcerias para implementar as atividades e trazer outras novas, sempre buscando a melhoria na formação dos jovens e adolescentes.
No mês de outubro relatamos duas atividades importantes nessas parcerias: com a AIESEC e com os responsáveis pelos jovens.


A parceria com a AIESEC proporciona a vinda de intercambistas de diversas partes do mundo, buscando enriquecimento cultural.

A AIESEC  é maior organização estudantil do mundo. Sem fins lucrativos, é totalmente gerida por jovens que desenvolvem, com muita competência, um trabalho extraordinário que todo mundo deve conhecer. Criada em 1948 em Liége, na Bélgica e hoje sediada em Roterdã, na Holanda,  mobiliza e inspira jovens do mundo inteiro mais de 80 mil jovens. Oferece oportunidades que transformam suas vidas, sua forma de ver o mundo, suas ideias em projetos bem sucedidos.



Há algumas semanas chegaram Lea e Alejandra, vindas da Alemanha e da Colômbia, respectivamente. Desenvolveram atividades no ensino do inglês e também da conscientização para o cuidado com o meio ambiente, trabalhando os 4 R’s (repensar, reduzir, reutilizar e reciclar) junto às turmas da CFF.





Foram encontros dinâmicos, bem participativos e que sempre eram aguardados com muita ansiedade pelos adolescentes da instituição.
No dia 11 de outubro, dia da despedida das intercambistas, houve vãrias homenagens em encontros ao longo do dia, cheios de emoção, fotos e muitas guloseimas oferecidas por elas aos jovens.


A Casa de Frei Francisco ficou muito grata pelas contribuições que elas deram e, por isso mesmo, reforça a importância dessa valiosa parceria com a AIESEC,  em uma troca cultural cheia de aprendizados e muito crescimento.
As portas Casa de Frei Francisco estarão sempre abertas para voltarem quando quiserem.



Uma outra parceria é de máxima importância para o desenvolvimento dos trabalhos da CFF: os responsáveis pelos jovens.

A participação e o apoio deles é indispensável para a continuidade do trabalho realizado. Suas avaliações, respostas, comentários e críticas, ajudam a melhorar o trabalho e, dessa forma, conseguir melhores resultados.
Na última quinta-feira de outubro aconteceu a reunião mensal com os responsáveis dos adolescentes, reunindo na ´parte da tarde os responsáveis pelos participantes dos dois turnos.



Após o encontro com a coordenação da Casa houve uma roda de diálogo promovida pela equipe do CERCA abordando o tema Bullying. Nesse momento os adolescentes das turmas da tarde também participaram assistindo, questionando e contribuindo, assim como fizeram alguns responsáveis.



Ao final houve lanche para celebrar o encontro e sorteio de brindes.




A CFF agradece ao CERCA e a todos os presentes que tornaram o encontro muito rico e esclarecedor sobre essa temática tão presente em nossos dias.

A Casa de Frei Francisco é parte integrante do IDHeC – Instituto Dom Helder Camara, organização sem fins lucrativos e que sobrevive graças às parcerias e colaborações.

Conheça mais de perto o trabalho da Casa de Frei Francisco e seja você também um parceiro e ajude a levar adiante o sonho de Dom Helder de lutar para que todos e todas tenham uma vida mais digna.

Sua contribuição será muito bem-vinda. Você pode contribuir mensalmente, através de um carnê ou depósitos em conta corrente.

Banco: Itaú
Agência: 3175
Conta Corrente: 19789-0

Para mais informações entre em contato com o IDHeC, através do telefone 3231.5341 ou do Email:  idhec.org@gmail.com 




terça-feira, 14 de novembro de 2017

IRMÃO SOL E IRMÃ LUA DO SÉCULO XX: UNIDOS PELO AMOR AOS POBRES


Ele era o pai dos pobres. Ela a mãe. Ele nasceu em Fortaleza, no Ceará, em 07 de fevereiro de 1909. Passou pelo Rio de Janeiro e fez pousada em Recife, mais precisamente na Arquidiocese de Olinda e Recife. Ela nasce em Bonito, no dia 17 de junho de 1917 e fez pousada na cidade do Cabo de Santo Agostinho, também na Arquidiocese de Olinda e Recife.

Companheiros de caminhada, de devoção a São Francisco e, talvez, exatamente por isso, unidos pela missão de dignificar a vida daqueles que a sociedade excluiu, marginalizou, fez de conta que não existiam.

Ele entrou logo cedo no seminário e, por ser muito jovem precisou de uma licença especial para se ordenar.

Ela se casou, aos 22 anos, teve dois filhos e ficou viúva ainda jovem.

Ele foi para o Rio de Janeiro, exerceu atividades na área de educação, foi bispo auxiliar e, em 1964, foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife.

Ela por não se preocupar muito com ela própria, viu-se acometida de uma doença que a deixou paralítica e desenganada pelos médicos. A cura veio através de um sonho que teve com São Francisco. Levantou-se do leito em que viveu por sete anos e partiu para a vida, sob a inspiração daquele que fez da vida um ato pleno de amor.

Ele Arcebispo, deixou o palácio episcopal para morar na sacristia da igrejinha das Fronteiras, atrás do altar, em uma pequena casinha, hoje transformada em Casa Museu.

Ela pedindo esmolas, donativos, colaborações quaisquer que fosse, se dedicou a atender ao pedido que são Francisco lhe fez no sonho: que ela construísse um abrigo para os velhinhos desamparados. Pedido ao qual ela atendeu inaugurando o Abrigo no dia 04 de outubro de 1961.

Ele se adaptou muito bem à sua nova arquidiocese, crescendo na fé, nas ações e vai, pouco a pouco, se tornando uma personalidade internacional, indo mundo afora em defesa dos pobres, dos fracos, dos oprimidos, dos sem vez e sem voz, em um país onde os direitos eram cada vez menos respeitados.

Em 10 de outubro de 1965 Ela e o Jorge Bertuccelli fundam a Congregação das Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria, Ordem Franciscana Secular, na cidade do Cabo de Santo Agostinho, cujo ideal era: “ajudar os idosos abandonados, restituindo=lhes a dignidade, vivendo nos princípios do Pai São Francisco de Assis de servir a amar o irmão que sofre”.

E nesse domingo, 12 de novembro, o IDHeC – Instituto Dom Helder Camara, abriu as portas do Espaço Dom Lamartine para receber, de braços e coração abertos par ao lançamento do livro Madre Iva – o Anjo Branco de Pernambuco, de autoria da cantora e compositora pernambucana Cylene Araújo.


O lançamento do livro foi um belo momento de encontros e reencontros, de emoções e alegrias. Um resgate da vida e da obra de Madre Iva Araújo que com sua fé e determinação conseguiu trazer dignidade e respeito à vida de muitas pessoas.


Ao entrar na Casa Museu, local onde Madre Iva esteve várias vezes em visita a Dom Helder, Irmã Marluce, companheira da ordem franciscana, lembrou-se de dois momentos em que acompanhou Madre Iva por em visitas ao arcebispo. Contou que, uma vez, quando Madre Iva ia pedir a bênção ao Dom, ele se antecipou, segurou-lhes as mãos e pediu que ela o abençoasse. Outra lembrança da irmã Marluce é o suco de acerola que o Dom fazia questão de servir às suas visitas.


As diretoras Christina Ribeiro e Normândia Macedo e a conselheira Ir. Vanda, representaram o IDHeC, participando do lançamento do livro. A autora, Cylene Araújo, presentou todos os membros da diretoria com um exemplar autografado do livro.





O filho de Madre Iva, Ari, e sua esposa, também prestigiaram o lançamento do livro.




Junto com o livro compõem o projeto de resgate e divulgação da vida e obra de Madre Iva  um  CD com orações e músicas na voz da própria Madre Iva, além de músicas cantadas por artistas convidados e por Cylene Araújo, que compôs o hino do centenário e um áudio livro. Os três se encontram à venda na livraria do IDHeC.


E foi assim que os caminhos desses dois exemplos de vida e fé se cruzaram, no mesmo ideal e missão de vida: Helder e Iva, o irmão Sol e Irmã Lua do século XX.


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