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sábado, 4 de abril de 2015

IGREJA POBRE E SERVIDORA

"Mas Jesus, chamando-os, disse-lhes: ‘Sabeis que os governantes das nações exercem domínio sobre elas, e que os poderosos as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós será esse quem vos servirá.... Da mesma forma, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.’" (Mateus 20, 24-28).

Falou-se muito, durante o Concílio Vaticano II, da Igreja pobre e servidora. Estavam em pleno debate tanto o problema das relações entre a Igreja e o poder econômico quanto os sinais exteriores de sua riqueza. Parece-me, no entanto, que mais importante do que a tentação do dinheiro é a tentação do poder e do prestígio.
Como nos termos esquecido destas palavras de Cristo: "Não vim para ser servido, mas para servir!" Igreja pobre e servidora... É fácil de nos dizermos servidor dos servidores, como o Santo Padre. Mas será que fizemos, de uma vez por todas, a opção por esse serviço? Eu lhes repito que a tentação de prestígio e de poder é muito forte...
Igreja pobre e servidora... Igreja servidora dos pobres. Fazer uma opção pelos pobres não implica automático desprezo pelos ricos.
Não temos o direito de desprezar, ou até mesmo de deixar de lado a quem quer que seja. Por que uma preferência pelos pobres? Por que os ricos creem não precisar de nós? Temos que ajudá-los fraternalmente, também, sem julgá-los e sem condená-los, a abrirem os olhos, os ouvidos e a consciência, mesmo que nada nos peçam. Os pobres, os oprimidos, esses sim, têm necessidade de nós e devemos ajudá-los custe-nos o que custar!
Servidora e pobre, servidora dos pobres... Não me canso de repetir: a grande caridade nestes nossos dias tão repletos de injustiça é, precisamente, fazer justiça! E a grande pobreza significa, para a Igreja, ter a coragem de enfrentar os julgamentos tendenciosos, de arriscar-se a perder prestígio e reputação, de ser tratada como subversiva, revolucionária e até comunista! Eis a nossa verdadeira pobreza, a pobreza que Jesus espera de sua Igreja nestes duros tempos em que vivemos...
(Do livro “O Evangelho com Dom Helder) 

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