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quinta-feira, 7 de maio de 2015

ZEZITA: 30 ANOS DE DEDICAÇÃO AO DOM

Ao chegar ao Recife, em 1964, logo após o golpe militar, dom Helder Camara precisava de uma secretária. A indicada por pessoas próximas ao arcebispo foi Maria José Duperron Cavalcanti, educada no Colégio das Damas Cristãs e formada em biblioteconomia e técnica de administração pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O perfil de Zezita se enquadrou perfeitamente nas necessidades de Dom Helder de ter ao seu lado uma profissional competente e de inteira confiança.

Sua principal função, em mais de três décadas, foi a de organizar o dia-a-dia de dom Helder. Com firmeza, impedia que pessoas se aproximassem do arcebispo de qualquer maneira, sem levar em conta suas conveniências. Por causa das barreiras que criava em torno de dom Helder, Zezita ganhou a antipatia de muita gente. Indiferente, continuou firme.


No livro "Um Furacão Varre a Esperança", que trata da crise na Igreja local após a posse de dom José Cardoso, os autores Abelardo Baltar e Glauce Chagas dedicam sete páginas do capítulo 14 a Zezita Cavalcanti. Numa delas é destacada a coragem da secretária para defender Dom Helder.





Um dos exemplos citados no livro diz respeito à reação de Zezita à ordem de dom João Terra, então bispo-auxiliar de Olinda e Recife, para que Dom Helder não se manifestasse sobre o conflito na arquidiocese. O ano era de 1989. Segundo os autores, sem autorização do arcebispo, ela escreveu uma carta a dom João Terra dizendo que não aceitava que ele considerasse Dom Helder tão somente um hóspede da arquidiocese, porque o arcebispo emérito tinha uma grande folha de trabalhos realizados. E, por isso mesmo, poderia, quando quisesse, opinar sobre assuntos que julgasse de sua competência.

PRESENÇA MARCANTE

 Mais do que uma secretária particular, ela foi uma assessora do arcebispo, que não dispensava sua opinião sobre os mais variados assuntos. Toda a agenda dele sempre foi organizada por ela, assim como suas viagens. Além do assessoramento, organizou muitas atividades importantes, entre elas a Operação Esperança, de apoio às famílias que foram residir nos engenhos adquiridos por dom Hélder. A aposentadoria do arcebispo, em 1985, não alterou essa relação. Ela continuou exercendo o mesmo papel de secretária de uma personalidade internacional.




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