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sábado, 10 de dezembro de 2016

ATUALIDADES: CATÓLICOS EM ORAÇÃO CONTRA A PEC 241/55


Em sintonia com a CNBB-Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e, acreditando que o dever de cada pessoa que segue os ensinamentos de Jesus Cristo é defender a vida, acima e antes de qualquer coisa, cristãos católicos solicitaram ao arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, a abertura dos jardins do Palácio dos Manguinhos para a realização de uma Vigília contra a aprovação, pelo Congresso Nacional, da PEC 241, agora 55.

Iniciada com a frase, do século IV, de São João Crisóstomo “Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida”, a CNBB diz em sua nota do dia 27 de outubro que  “A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública”.

E, seguindo os passos de Jesus Cristo,  que sempre esteve ao lado doa mais fracos e oprimidos, o Palácio dos Manguinhos abriu suas portas para que fosse realizada a vigília, organizada e apoiada por diversos grupos e movimentos de nossa Arquidiocese, tais como:

Movimento de Trabalhadores Cristãos - MTC NE II, Centro Educacional Profissionalizante do Flau (Turma do Flau), Tenda da Fé, Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP, CEBs – PE, Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova, Grupo Fé e Política Dom Helder Camara, Grupo Encontro da Partilha, Movimento de Mulheres Contra o Desemprego e  IDHeC – Instituto Dom Helder Camara.

Realizada com a presença de representações desses grupos acima citados e de vários outros como o Mulher Maravilha, pastorais da Arquidiocese como a Carcerária e  da Juventude, Cursilho da Cristandade e CEB, entre outros, contou ainda com a presença de vários religiosos como o monge beneditino Marcelo Barros, o frade franciscano Aloísio Fragoso e o padre jesuíta Kiko Secchim.

A Arquidiocese foi representada pelo Pe. Josenildo Tavares, coordenador de Pastoral.

Cerca de 200 pessoas participaram da vigília que teve início às 18h, encerrando-se, pontualmente, às 22h.


Coordenada por Reginaldo Veloso, assessor das CEBs e especialista em liturgia, a vigília não poderia ter sido melhor conduzida. A animação dos cantos ficou por conta de Reginaldo e de Heloísa que, com sua belíssima voz, levava a todos a cantar e a participar de cada momento, com muita espiritualidade e intensidade.

A abertura dos portões dos Manguinhos para receber a vigília foi um momento de muita simbologia pois mostrou que o nosso pastor, Dom Fernando, está ao lado de suas ovelhas, apoiando e lutando para que cada um, cada uma, tenha uma vida digna, plena em abundância, como Jesus quer.

Durante as 4 horas da vigília houve depoimentos importantíssimos, histórias de vida e luta, tanto de quem já está na caminhada há muitos anos, como dona Luíza, como de jovens que estão iniciando seus passos na construção de um mundo melhor.


O monge Marcelo Barros encerrou o momento das falas, chamando a todos a se unir em torno da luta pela vida. Em seguida houve a leitura das Bem-aventuranças e a bênção final dada por frei Aloísio Fragoso.

Ao arcebispo Dom Fernando Saburido o agradecimento de todos os que organizaram e participaram da vigília, por abrir as portas dos Manguinhos e  a esperança de  que essa vigília tenha sido o primeiro de muitos momentos de oração no palácio dos Manguinhos.

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