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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

UM OLHAR SOBRE A CIDADE

        


                                                                       Sábado, 7.1.1978

Meus queridos Amigos

        Estive em uma Praia linda, cheia de conchas tentadoras. O Amigo com quem eu estava
comentou:
                        “Tanta concha perdida
                        nesta praia solitária!
                        Elas fariam a ventura
                        De mil crianças...”

Meu Amigo não percebia:

                        “que as ondas, filhas do mar
                        são crianças lindas
                        que gostam muito
                        de brincar com conchas...”

        Como o Criador e Pai nos quis como co-Criadores, dominando a Natureza e completando a Criação, exageramos nosso papel e chegamos a imaginar que tudo existe para nós e apenas para nós...

        Quem já comeu frutas, picadas antes pelos passarinhos?... Longe de contrariar-nos, deveríamos sentir-nos lisonjeadíssimos: de Ter como convivas, não Príncipes da Terra, Grandes do chão dos Homens, mas Pássaros, afeitos a vôos largos e ao belo azul do céu...

        Quem já ganhou de presente, não apenas flores de plantas cuidadas por mãos humanas, mas florinhas do mato, plantadas e alimentadas por Deus, e que diretamente de Deus receberam perfume e beleza inconfundíveis?...

        Ao sentir a brisa gostosa, refrescando-lhe o rosto e brincando com os seus cabelos, dê graças a Deus pelos Ventos numerosos que jamais encontramos  ou haveremos de encontrar...

        Quando contemplarmos a lua e as estrelas, quando assistimos ao nascer do dia ou ao pôr do sol, louvemos o Senhor que é incomparavelmente maior e mais poderoso do que podemos imaginar.

        Se recordarmos que as estrelas mais próximas da Terra levam 4 anos para atingirmos com sua luz, apesar de a velocidade da luz ser de 300 quilômetros  por segundo, se recordarmos que as estrelas são sóis, podemos entrever como é que conhecemos sobre a grandeza do Universo e os Mundos de Mundos em disparada pelo espaço a-fora...

        O que espanta é que sendo a Terra um grão de areia, comparada com as dimensões universais, o Filho de Deus quis viver na Terra sua aventura misteriosa, maravilhosa, estonteante...

        O que espanta é que sendo a Criatura humana tão frágil, tão quebradiça, tão efêmera, o Filho de Deus, continuando Deus, fez  questão  de  tornar-se verdadeiro Homem...

        O que espanta é que o Filho de Deus ao voltar à sua casa da Eternidade, descobriu meios e modos de ficar conosco, de jamais abandonar o humílimo chão dos Homens.


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