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sábado, 27 de maio de 2017

ATUALIDADES: 48 ANOS DO MARTÍRIO DE Pe. ANTÔNIO HENRIQUE

O Pe. Antônio Henrique Pereira da Silva Neto nasceu no Recife, em 28 de outubro de 1940. Filho mais velho, de doze irmãos, em 1965 foi ordenado sacerdote na Matriz Nossa Senhora do Rosário da Torre, pelo então arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Camara.

Pe. Henrique, como era conhecido, era sociólogo e professor. Trabalhou nos colégios Marista, Nóbrega e Vera Cruz, na Escola Técnica do Derby e na Faculdade de Ciências Sociais, além de ensinar no Juvenato Dom Vital e na Cúria Metropolitana do Recife.

Aos 28 anos de idade, no dia 26 de maio de 1969, teve sua jovem vida interrompida de maneira cruel e violenta, depois de ser sequestrado na Praça de Parnamirim, saindo de uma reunião com um grupo de jovens católicos. Seu corpo foi encontrado, na manhã do dia seguinte, num matagal na Cidade Universitária, com marcas de espancamento, queimaduras, cortes profundos por todo o corpo e ferimentos produzidos por arma de fogo

O sacerdote que trabalhava diretamente com dom Helder e foi assassinado durante o regime militar foi homenageado durante a solenidade de refundação da Comissão de Justiça e Paz, na última quinta-feira, 25 de maio.

Conhecido por sua grande solidariedade para com os perseguidos e presos políticos, o padre Henrique exercia grande influência junto à juventude católica recifense. Seu sequestro, tortura e morte, de forma cruel, foi uma maneira de atingir diretamente a Dom Helder, mostrando o que estavam dispostos a fazer para impedir que ele continuasse a denunciar a tortura no Brasil.

Dom Helder, vários padres da Arquidiocese e uma multidão de cerca de 20 mil pessoas, acompanharam o cortejo, que saiu da matriz do Espinheiro, onde o corpo velado, a pé, até o cemitério da Várzea, cantando “prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão”. E, ao longo do percurso, as pessoas paradas, interrogadas, ameaçadas e presas pela polícia militar.

São fatos como esse, carregados de tanta dor e de tanta tristeza, que precisam ser lembrados e relembrados, para que nunca esqueçamos os nossos verdadeiros mártires e para que coisas assim nunca mais voltem a acontecer em nosso país.

FOTOS TIRADAS POR  TADEU COLARES




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