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terça-feira, 16 de maio de 2017

VISITA DO NÚNCIO APOSTÓLICO AO IDHeC


Foi com muita alegria que o Núncio Apostólico, dom Giovanni D’Aniello, foi recebido pela diretoria, conselheiros, associados e funcionários do  IDHeC- Instituto Dom Helder Camara na última quinta-feira, 11 de maio, iniciando a sua visita de quatro dias à Arquidiocese de Olinda e Recife.


O representante diplomático do papa Francisco no Brasil veio participar das comemorações pelo centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima.


Acompanhado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, pelo bispo-auxiliar dom Antonio Tourinho Neto, pelo vigário episcopal de Olinda Mons. José Albérico de Almeida, pelo vigário geral da AOR dom Severino Batista de França e Pe. Josenildo Tavares, coordenador das pastorais, dom Giovanni não escondia a sua alegria em conhecer o local onde Dom Helder viveu e celebrou por mais de três décadas.


Ainda antes de entrar no IDheC o Núncio, em frente à estátua de Dom Helder, o Núncio presenciou a distribuição da sopa para os pobres, feita pelas irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, cuja Casa Provincial fica ao lado da igrejas das Fronteiras e que, após a celebração Eucarística, foi visitada por ele.




A visita ao Memorial Dom Helder Camara teve início pela Casa Museu, onde Dom Helder passou a residir após a assinatura do Pacto das Catacumbas e que está preservada do mesmo jeito em que o Dom ali vivia.




Em seguida a comitiva se dirigiu à Exposição Permanente , no primeiro andar da igreja das Fronteiras, reformulada recentemente, pela historiadora do IDHeC, Lucy Pina, com a proposta de oferecer aos visitantes, através de seus doze expositores, uma visão cronológica da biografia de Dom Helder.




Após a Exposição foi a vez da visita ao CEDOHC, o centro de Documentação que preserva o acervo de Dom Helder, desde fotos aos escritos deixados por ele.


A visita foi encerrada no Espaço Dom Lamartine, ou Terraço das Fronteiras, como é também conhecido, onde foi oferecido um pequeno lanche, enquanto uma conversa informal se desenrolou.


Dom Giovanni falou de sua alegria em estar ali e, sobretudo, de ver que o legado de Dom Helder está sendo levado adiante.



Dom Fernando disse que não foi por acaso que escolheu o IDHeC para abrir a visita do Núncio. Foi pelo significado do local, pelo que Dom Helder representa para todos. Ele comentou estar agradavelmente surpreso com a rapidez com a qual está se desenvolvendo o processo de beatificação de Dom Helder. Disse ainda estar feliz em ver como o iDHeC é bem cuidado e que só tem a agradecer a total colaboração no fornecimento das informações necessárias ao andamento do processo.




Finalizou dizendo se sentir muito honrado em ter sido ordenado por Dom Helder.

Dom Antonio Tourinho, que conduz os depoimentos no processo de beatificação, disse que já ouviu mais de 80 depoimentos e cada mais se encanta com Dom Helder. Pede sempre a Deus para lhe dar um coração parecido com o dele. A maior dificuldade no processo tem sido não conseguir, até o momento, ninguém que fale alguma coisa ruim sobre o Dom, por mínima que seja.


Concluiu dizendo-se encantado ainda com a juventude que assume a bandeira de Dom Helder e a leva adiante.

O Diretor Executivo do IDHeC, Antônio Carlos Aguiar disse que é  grande a responsabilidade do IDHeC, não apenas de preservar e divulgar o legado de Dom Helder mas também em perpetuar a sua espiritualidade e a sua preocupação com o social. E, aproveitando o momento, agradeceu, em nome do IDHeC e dos grupos e movimentos sociais da Arquidiocese, a atitude evangélica de dom Fernando em convocar a arquidiocese a lutar por seus direitos.


O Núncio só não conheceu a Casa de Frei Francisco, o braço social do IDHeC, mas foi recepcionado  por sua coordenadora, Gisele Carvalho, e por crianças atendidas pela instituição.

O Pe. José Augusto, capelão da igreja das Fronteiras e pároco da matriz de São José, lembrou a sabedoria e a presença de espírito de Dom Helder, quando algumas religiosas foram até ele pedindo para repreender o capelão da rodem delas que havia determinado que elas deveriam receber a comunhão em pé e não de joelhos.

Dom Helder olhou para elas e disse-lhes: “eu estou muito preocupado, porque, nesse caso, o problema está comigo também”. E incrédulas lhe perguntaram por que. E ele respondeu: “Porque desde que me ordenei só comungo em pé”.

O Mons. Albérico encerrou o momento lendo para todos, com muito sentimento,  o maravilhoso poema escrito por Dom Helder para nossa Mãe: Mariama.

Antes de se dirigirem à igreja para a celebração Eucarística, a diretoria do IDHeC presenteou dom Giovanni com a coleção das Obras Completas que reúne as cartas interconciliares que Dom Helder escrevia para, primeiramente a família São Joaquim, depois ampliando para a família em Recife, quando, juntando as duas famílias, formou a Família Mecejanense.


A celebração Eucarística foi presidida pelo arcebispo dom Fernando Saburido e concelebrada por dom Giovanni, dom Severino, Mons. Albérico, Pe. Manoel Marcos de Miranda, Pe. Josenildo Tavares, Pe. José Augusto e pelos diáconos Jaime Bomfim, assessor do Encontro de Irmãos e Raymundo Vianna. Cinco seminaristas participaram da celebração, além de vários integrantes do Encontro de Irmãos, criado por Dom Helder.


Meninos da Casa de Frei Francisco





A acolhida da celebração foi feita por dom Fernando que disse que ninguém está aqui para fazer coisas extraordinárias, mas para fazer o mundo ser diferente, como pede o Evangelho. Convidou a todos a oferecer no altar a própria vida, para que cada um seja um novo Dom Helder, na família, no trabalho, na comunidade, na cidade, no país e no mundo. Finalizou dizendo que é preciso transformar o mundo espalhando amor.


Pe. José Augusto fez um agradecimento ao núncio pela visita, pedindo que leve ao papa esse agradecimento e pediu para todos rezem pelo papa Francisco. Disse ainda que a eleição do papa Francisco foi um milagre de Dom Helder que dizia sempre que precisávamos de um papa chamado Francisco.


Os cantos da missa foram animados por Matheus, ao violão e pela belíssima voz de Isaura Rodrigues.

Ao final da celebração o Encontro de Irmãos, que em 2017 completa 48 anos,  homenageou os presentes com duas músicas, cantadas por Angelita.



No dia 13 de maio o Núncio participou do encerramento da festa em honra de Nossa Senhora de Fátima. Após procissão com a imagem da Virgem de Fátima, houve Missa Solene presidida pelo Núncio e concelebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando; pelo reitor do santuário, padre Antônio Mota; pelo vigário episcopal do Vicariato Soledade, padre Paulo Sérgio Vieira Leite, e demais padres diocesanos.


Foi uma visita cheia de alegria e entusiasmo e que esperamos que aconteça mais vezes.


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