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domingo, 10 de setembro de 2017

MARCHA DOS MÁRTIRES: CAMINHANDO AO ENCONTRO DO PROFETA


 O 4° Congresso Missionário Nacional, iniciado em 07 de setembro e encerrado hoje, domingo 10, reuniu cerca de 800 pessoas no auditório do colégio Damas.

Em seu segundo dia, sexta 08, teve um momento muito especial: a Caminhada dos Mártires, que saiu do colégio Damas até á igreja das Fronteiras.


A Caminhada foi animada pela Frevioca e conduzida pelo boneco gigante de Dom Helder e, mesmo com a forte chuva que teimava em cair, não diminuiu o entusiasmo dos participantes, que seguia em sua procissão carregando velas acesas e banners com imagens dos missionários, mártires e líderes populares, estandartes diversos e bíblias, mostrando que a chama dos mártires missionários está cada dia mais forte, através dos exemplos deixados encerrando a mensagem de fé e vida.








Na Praça do Derby a caminhada se juntou ao um grupo de pessoas ali concentradas e, juntos, chegaram à igreja das Fronteiras para conhecer e celebrar no lugar onde viveu Dom Helder Camara.


Os participantes da caminhada chegaram á igreja das Fronteiras animados a conhecer de perto o chão de Dom Helder. O Memorial Dom Helder Camara estava de portas abertas, recebendo a todos e todas com muita alegria. E, ao se dirigir a eles, algumas perguntas eram constantes: você conheceu Dom Helder? Você conviveu com ele? Em cada semblante era visível a admiração por aquele pequeno homem que cresceu aos olhos de todos por seu exemplo de vida pautado nos Evangelhos.



Na Casa Museu, local onde Dom Helder viveu desde 1968, após a assinatura do Pacto das Catacumbas, até sua partida para a Casa do Pai, em 27 de agosto de 1999, os visitantes eram recebidos por membros da diretoria, do Conselho e funcionários do IDHeC – Instituto Dom Helder Camara.



“Qual a maior marca que Dom Helder deixou em você?” perguntou um visitante a uma das pessoas que os estava recebendo. A resposta não poderia ser outra: ”O exemplo de partilha e altruísmo. A vida dedicada a melhorar outras vidas”.

Os participantes do Congresso vieram de todas as partes do Brasil. Mas havia também participantes da Arquidiocese de Olinda e Recife. Bispos, padres, leigos e leigas, brasileiros ou estrangeiros, todos que entravam na Casa se emocionavam, muitos chegando a chorar, fosse por estar ali, no local onde o profeta viveu, fosse pela surpresa diante de tanta simplicidade. O pequeno quarto, atrás do altar mor, a salinha onde despachava com o clero e recebia suas visitas, a escrivaninha onde escrevia suas meditações durante as madrugadas eram fotografados incessantemente.
Muitas pessoas não acreditavam e perguntavam se ele realmente havia morado ali enquanto ainda era arcebispo.

As pessoas visitaram também o Espaço Dom Lamartine e a Exposição Permanente, onde a historiadora do IDHeC, Lucy Pina, falava aos visitantes sobre os objetos e fotos ali expostos e que contam, cronologicamente, a trajetória de Dom Helder.




Em frente á igreja das Fronteiras foi realizado um momento celebrativo, encerrando a Caminhada e as atividades do dia.



Em torno de 800 pessoas passaram pelo Memorial Dom Helder nessa sexta-feira. Com toda certeza ninguém irá voltar para suas casas da mesma maneira. De alguma forma, alguma mudança ocorreu em cada um, em cada uma que por ali passou e teve a oportunidade de conhecer de perto onde viveu um grande profeta, que denunciava a exclusão e a exploração, a tortura e o descaso com os menos favorecidos e anunciava a boa nova. Um profeta que vivia o que pregava e escrevia. Que valorizava acima de tudo a vida e, tal como Jesus Cristo no Evangelho de João (Jo10,10), clamava por vida em abundância.


                                           GALERIA DE FOTOS

Imagens:Clóvis, Deo, Gersino, Lucy e Rejane





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